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sábado, 13 de fevereiro de 2010 by anaju

Dizem por aí que já nasceu de olhar enviezado por desconfiança.
Comeu bolinho de chuva encantado e tatu bola do jardim, por curiosidade. Participou de algumas tantas festinhas de adultos quando criança, e assumia para os com mais de 30, que o cheiro do verde era bom. Se dizia com dor de barriga para que todos fossem para casa, e também, e quanto, para uma tarde sem o colégio. E elas eram cruéis e freiras. E ela se perguntava porquê do diabo se Deus tudo via. Mastigou um bilhete que doeu. Escreveu outros tantos que doessem, e doeram. Disse que ia, e não foi. E não precisou andar tanto. Teve um amor que partiu. E nenhum que voltou, até porque para que voltassem eles precisariam ter ido. E alguns nem sequer amor foram. Com contrações aos 18 e 11 meses, se completou dela mesma. E aquilo que tanto escondia, um acidente fez cicatriz. Pra que todos vejam e lhe perguntem "porquê teu olhar é assim?". Hoje não entende porquê desceu as bandeiras antes mesmo que o luto viesse, e rola as ladeiras de pé em pé. A tristeza quando bate, reata a amizade com aquela velha lata de biscoitos onde os rabiscos empoeirados e desbotados ainda são a tradução de todo o seu sentido, gosto, desgosto... e esforço.
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